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Terça-feira, Agosto 18, 2009
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7:09 PM
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Te perdôo por te trair
Tinha escrito, no fim de semana passado, um post sobre a traição, masculina e feminina, e suas nuances. Na hora de postar, por uma dessas malices tecnológicas, perdi o texto e fiquei com preguiça de voltar ao assunto. Eis que ontem, me chega, via twitter, uma matéria sobre o assunto, com uma das teorias mais machistas que eu já li em toda minha vida - sem ser numa missa ou no sensacional blog da Cleycianne: as mulheres solteiras preferem os homens casados. Não bastasse toda minha revolta com o texto em si, coleguinhas casadas começaram a se desesperar, também via twitter, com a afirmação. Não sei se o que mais me chocou foi a idiotice da teoria ou a repercussão que ela teve.
Tive que voltar ao assunto (até porque minha teoria é bem complexa e pouco aceita). Lá pelos idos de 1990, quando ainda frequentava matinês até às 23h, uma amiguinha do colégio já era descolada na arte da traição, e dava, em pleno Mello Tênis Clube, balões no namorado a cada ida ao banheiro. Apesar da cara de pau da menina, o rapaz, obviamente, nunca descobriu. Enquanto isso, meus amigos, ingênuos, fazem a mesma coisa e depois têm que se explicar em casa. É um tal de "tava bêbado" pra lá, "ela me agarrou" pra cá, que chega a ser patético. O que me fez formular, ainda nessa época, a seguinte teoria: os homens não traem mais ou menos, só fazem pior. A velha historinha pra boi dormir que mulher só trai quando está envolvida nunca me convenceu. Mas os homens, bobinhos, insistem em acreditar. Como se ser corno/galinha fosse uma questão de sexo.
Ou de aliança. Eu, que uso aliança de casada, embora não seja, sei do que falo. Já levei cantada até de gay na rua por causa dela. E também já levei sem estar usando a dita-cuja. Homens/mulheres gostam tanto de casados(as) quanto gostam de solteiros (as). Pode até ter um(a) ou outro (a) que se engrace mais pelo comprometido (a), até pelo perigo da coisa. Mas isso, minha gente, nada tem a ver com ser homem ou mulher. Cada um com seus problemas não? Dos 3.456 caras que eu já fiquei, por exemplo, uns três eram casados. E isso não tem nada a ver com moralismo, mas com praticidade. No mais, casadas, não se assustem. É só fazer o seu direitinho que fica tudo bem.
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7:02 PM
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Tinha escrito, no fim de semana passado, um post sobre a traição, masculina e feminina, e suas nuances. Na hora de postar, por uma dessas malices tecnológicas, perdi o texto e fiquei com preguiça de voltar ao assunto. Eis que ontem, me chega, via twitter, uma matéria sobre o assunto, com uma das teorias mais machistas que eu já li em toda minha vida - sem ser numa missa ou no sensacional blog da Cleycianne: as mulheres solteiras preferem os homens casados. Não bastasse toda minha revolta com o texto em si, coleguinhas casadas começaram a se desesperar, via twitter, com a afirmação. Não sei se o que mais me chocou foi a idiotice da teoria ou a repercussão que ela teve.
Tive que voltar ao assunto (até porque minha teoria é bem complexa e pouco aceita). Lá pelos idos de 1990, quando ainda frequentava matinês até às 23h, uma amiguinha do colégio já era descolada na arte da traição, e dava, em pleno Mello Tênis Clube, balões no namorado a cada ida ao banheiro. Apesar da cara de pau da menina, o rapaz, obviamente, nunca descobriu. Enquanto isso, meus amigos, ingênuos, fazem a mesma coisa e depois têm que se explicar em casa. É um tal de "tava bêbado" pra lá, "ela me agarrou" pra cá, que chega a ser patético. O que me fez formular, ainda nessa época, a seguinte teoria: os homens não traem mais ou menos, só fazem pior. A velha historinha pra boi dormir que mulher só trai quando está envolvida nunca me convenceu. Mas os homens, bobinhos, insistem em acreditar. Como se ser corno/galinha fosse uma questão de sexo.Ou de aliança.
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Quinta-feira, Agosto 13, 2009
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1:46 AM
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Roda mundo, roda gigante, roda moinho, roda pião
Primeiro pé na bunda: duas semanas de choro, 5 quilos a menos. Segundo pé na bunda: 10 na redação do vestibular no dia seguinte. Amei mais o primeiro que o segundo? Definitivamente não. Só aprendi mais rápido que a maioria das pessoas. Todo término é um saco, seja você a pessoa que tomou a iniciativa ou não. Claro que dói mais quando quem termina é o outro, não vou ser hipócrita. Mas só quem não esteve nunca aí pro namorado na vida pode achar um fim normal. Não é normal: é chato, doído, trabalhoso, desgastante, complicado. É chato falar as verdades, ou ouvir. É bem doído descobrir uma traição, ou trair e ser descoberto. É trabalhoso falar pra todo mundo que pergunta, "não sei, a gente terminou". É desgastante pegar suas roupas na casa dele depois (um namorado, se não colocou fogo nas minhas saias P e calças 38 de 2004, ainda tem meio armário meu na casa dele). E por último, é complicado começar de novo.
Sim, o processo da recém-solteirice é difícil, principalmente se você está há anos namorando e não tem mais a manha da noite. Ou se seus amigos estão todos casados ou com filhos. Pra muita gente, pra mim, inclusive, é um reaprendizado. É preciso relembrar como se dá mole (ou como saber se ela está dando mesmo mole), como se faz doce (ou como se lida com o doce alheio), como não se incomoda com o peguete pegando outra. É preciso se acostumar com possíveis secas, administrar casinhos ao mesmo tempo, saber pra quem dar (ou não) o telefone - ou o que mais se quiser.
E aí, depois que se aprende tudo de novo, quando finalmente estar solteiro é uma delícia, eis que surge o próximo amor da sua vida. E aí é preciso saber de novo quando pode ou quando não pode ter ciúme, a hora certa de apresentar pros pais, redescobrir como é legal ter sua cama pela metade sempre, entender que não se tem que sair só com as amigas todo sábado à noite. Aí, depois que se aprende tudo de novo, quando finalmente estar namorando é uma delícia, eis que surge o pé na bunda. Coisas da vida.
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