Marina G

Quarta-feira, Outubro 21, 2009


Ai, que saudade sem fim

Tirando minha primeira paixão, a do primeiro pé na bunda, nunca amei à distância. Nada contra quem acredita que dê certo, mas eu sinceramente não me vejo alimentando um namoro via msn, email, cartões postais (sim, nem todo mundo é antenado) ou skype. Não que a saudade seja uma coisa simples, mas não acho que o grande problema seja ela. Definitivamente não. O maior problema é ausência de dia a dia, de convivência. Sabe aquela coisa de conto de fadas que acaba na hora do "e eles viveram felizes pra sempre"? Mais ou menos a mesma coisa.

Um amigo, solteiro invicto, me apareceu outro dia com um papinho de "estou amando e ela mora longe". Estranhei. Tanta gente pra se amar aqui nessa cidade - e olha que ele experimenta bem - e ele se apaixona por uma gatinha que conheceu num fim de semana e depois foi embora? Mas é claro que sim. É mais fácil se apaixonar quando não se tem convivência, briguinhas banais, dor de barriga e ciúme dia sim dia não. Ô se é.

Não estou dizendo que os namoros à distância são menos sinceros, mas se, o casal nunca passou um mês junto na mesma cidade, nunca teve que lidar com o mau humor dele ou a TPM dela, digamos, é pelo menos mais simples. Pode ser, sim, por que não?, que mesmo com o dia a dia essas coisas fiquem pequenas e facilmente digeridas. A Branca de Neve pode sim ter amado o princípe pra sempre. Mas pode também ser que não.


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