Marina G

Terça-feira, Novembro 03, 2009


Meu pintinho amarelinho cabe aqui na minha mão

Dois ou três acontecimentos recentes me fizeram tomar coragem pra escrever esse post, um tabu pra homens e mulheres: o famigerado pau pequeno. O primeiro, e mais recente, foi a confirmação do Selton Mello no CQC, da fama que a boca pequena (ops) sempre espalhou: ele não é avantajado (e isso é um eufemismo, dizem por aí). O segundo veio de um amigo, bem mais novo, que me perguntou se tamanho era importante. "É que eu não tenho um enorme", confessou. O terceiro foi de um outro amigo, gay, que pediu minha opinião sobre o que era um cara bom de cama. E emendou que sempre achou que só gay se importava com tamanho. Respondendo, é importante. Mas nem tanto.

Ser bom de cama definitivamente não é sinônimo de ter pau grande. Tenho uma amiga que costuma agradecer aos céus quando dá de cara com um dos sortudos. "Obrigada senhor" é seu bordão favorito. Mas pera lá. Há os que acham que o fato, por si só, já basta. Gente, é grande, não mágico. Tem também os que se garantem tanto no tamanho que extrapolam na segurança. Outro dia, um cara mandou uma digna da lista das piores frases de 2009: "ele é grande não é?" Querido, eu tô (errr) vendo, vc ainda precisa repetir? Brochei na hora. E o avantajado, que mandava bem, foi pra escanteio.

Imagino que ter pau pequeno seja quase um karma, um trauma que vem de infância, que traz junto um monte de insegurança e neuras. Não sei se existe uma solução - sem ser aquelas dos spams que vira e mexe chegam nas nossas caixas de email. Mas, na minha humilde opinião, o cara que assume seu amiguinho pequeno na boa é o que sabe se virar melhor nos 30. Namorei um deles. Era o rei das preliminares (e das pós liminares). Até esqueci momentaneamente o que ficava faltando. A surpresa (e decepção que a acompanha) sempre vai existir. Mas ele vai tirar de letra se souber fazer bem o que os avantajados costumam esquecer.


Comments:

Home